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Parede

1.26.2012
Lá vinha ele, com sua pá de pedreiro. O cimento misturado de um lado, os tijolos do outro. Sobre uma mesa improvisada, uma planta baixa. Assentando tijolo após tijolo.

Mas percebia que após cada dia de trabalho, ele voltava pra casa sujo de cimento. Primeiro salpicado. Depois, gradualmente, coberto por camadas cada vez mais espessas. Uma noite voltou com um tijolo cimentado à perna. Outra noite, às costas. Estranhava. Continuava seu trabalho.

Um dia, a parede que erguia tomou-lhe a pá.

"Agora, Destino, quem constrói você sou eu."

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